O SILÊNCIO TAMBÉM CONTA UMA HISTÓRIA: ZELDA SAYRE FITZGERALD E O CASO DA ARTISTA MULHER

3 Jul 2020

 

 Arte: Gabriela Siqueira, 2020*

 

 

... a vida cantarolando baixinho uma canção de ninar.[1]

Zelda Fitzgerald

 

 

Em uma carta escrita em abril de 1919, Zelda Sayre contava ao noivo, F. Scott Fitzgerald, sobre a tarde que passara no cemitério:

 

 

Passei o dia inteiro no cemitério, hoje. Na verdade não é bem um cemitério, você sabe — tentando destrancar uma campa enferrujada de uma sepultura construída na encosta do morro. Está toda esboroada e coberta de flores chorosas de um azul aguado, que podem ter nascido de olhos mortos — grudentas ao toque e com um cheiro enjoativo — Os rapazes queriam entrar lá para testar meus nervos — hoje à noite — Eu queria me sentir “William Wreford, 1864”. Por que os túmulos fazem as pessoas se sentirem vãs? Ouvi isso tantas vezes, [...] mas, sei lá por quê, não consigo ver nada de inútil em ter vivido — Todas as colunas quebradas, mãos postas, pombas e anjos, tudo isso significa romance [...] Tomara que meu túmulo tenha em volta um ar de muitos, muitos anos atrás — Não é engraçado isso, que de uma fileira de soldados confederados, dois ou três nos façam pensar em amores e amantes mortos — quando são idênticos, todos eles, inclusive para o musgo amarelado? (Bryer & Barks, 2005, p. 60-61).

 

 

 A descrição nostálgica e altamente colorida da carta talvez soe familiar aos leitores de This Side of Paradise, traduzido para o português como Este lado do paraíso – o livro que em 1920 marcaria o início da carreira de Fitzgerald e consolidaria a posição do escritor como uma das novas vozes da geração que prometia uma verdadeira revolução de costumes. Tal familiaridade não é acidental, e tampouco seriam as outras ocorrências nas quais a escrita de Zelda apareceria entremeada dentro da obra de Fitzgerald. Do diário de Gloria Gilbert em Os belos e malditos ao comentário de Daisy Buchanan sobre o nascimento da filha no Gatsby, do diagnóstico e registros médicos de Nicole Diver em Suave é a noite às protagonistas de contos como “The Jelly Bean” e “The Ice Palace”, as marcas e as autorias de Zelda aparecem, de uma forma ou de outra, registradas dentro das narrativas do escritor[2]. Entremeados também são os retratos públicos de Zelda e Scott, sempre retratados e relembrados como um dos casais mais célebres da literatura norte-americana do início do século passado. Esses mesmos retratos, no entanto, logo deixam aparente um desequilíbrio nas narrativas.

 

Enquanto Fitzgerald é o escritor, Zelda é tradicionalmente descrita e recontada dentro da qualidade de esposa, grande musa e inspiração maior. Embora ambos tenham sido sempre protagonistas de peripécias escandalosas e hoje quase lendárias, a narrativa tradicional inscreveu a mulher como esposa esquizofrênica; como relíquia esquecida de um passado extravagante, morta num incêndio no Highland Hospital em 1948; como alguém que tentou, tardiamente, desenvolver talentos artísticos que seriam apenas superficiais. É essa Zelda menor, sempre sombra silenciosa e incômoda,  a esposa frívola e superficial que, na Paris é uma festa de Hemingway, tinha inveja do sucesso do marido e tentava competir com ele; a flapper fútil e desinteressada, que mascava chicletes, exibia os joelhos e recebia convidados ainda na banheira – atos então considerados escandalosos e de mau-gosto[3]; a mulher  que era não artista, mas sim personagem destinada a ocupar o espaço sagrado e intocado de musa e inspiração.

 

Dentro desse discurso – que amplifica a biografia e, ao mesmo tempo, reduz toda uma vida a um punhado de acontecimentos e lembranças tardias de amigos – o talento e os esforços artísticos de Zelda são lentamente transmutados, lidos e percebidos como inveja, desespero e ocupação menor de uma mulher fragilizada. Seu treinamento no ballet, iniciado ainda na juventude e retomado tardiamente aos vinte e cinco anos, foi visto como despropositado, deselegante e grotesco – e não como uma busca por autonomia profissional.[4] Seus desenhos e pinturas, em parte perdidos durante incêndios e queimados após sua morte, foram entendidos como exercícios terapêuticos e como mimos de uma mãe para sua única filha[5] – e, portanto, como criações sem pretensão artística, pois confinadas ao ambiente doméstico. Sua escrita – uma obra pequena em tamanho, composta por doze artigos, doze contos[6], um romance e uma peça de teatro, descontados os manuscritos perdidos e rascunhos incompletos – costuma ser entendida exclusivamente como autobiografia e como registro de baixa qualidade técnica.

 

Ainda que a classificação de autobiografia tenha iluminado diversos estudos importantes sobre a vida e a obra de Zelda desde o início dos anos 1970, como a hoje seminal biografia de Nancy Milford sobre a autora e os muitos ensaios e artigos acadêmicos que exploraram os paralelos existentes entre a ficção e o real na escrita de Zelda, essa mesma classificação pode se transformar em uma armadilha problemática, pois rapidamente reduz possibilidades de interpretação e engessa caminhos de leitura. É esse mesmo rótulo, afinal, que permite à narrativa oficial transmutar Zelda em uma amadora com um talento no máximo superficial para escrever somente retratos rasos de sua vida com Fitzgerald.

 

Foi dessa forma que Esta valsa é minha, seu único romance publicado, foi lido durante décadas: na sua segunda edição estadunidense, publicada em 1968, o prefácio escrito por Harry T. Moore identificaria o romance como um volume “complementar”, baseado “em alguns dos acontecimentos que seu marido, F. Scott Fitzgerald, esboçou para o seu romance [Suave é a noite]” (Moore, 2014, p. 295). A qualidade complementar e autobiográfica de Esta valsa é minha torna-se ainda mais evidente quando Moore afirma que a autora possuía “um talento superficial para escrever, assim como possuía pelo menos um talento superficial para pintar e dançar ballet” (idem).

 

 

 Arte: Gabriela Siqueira, 2020

 

 

Na leitura do prefaciador, o romance é então um livro que não “te[m] a arte perfeita da obra de Scott Fitzgerald” e que tampouco está no mesmo “patamar de realização” de Suave é a noite (Moore, 2014, p. 300) –  mas que ainda assim pode ser visto como uma obra que se destacaria por conta da sua existência enquanto “curiosidade literária”, “por causa do intenso interesse que os leitores têm hoje em dia pela vida e pela obra de F. Scott Fitzgerald” (p. 295 – 296). Moore afirma também que “leitores dos dois livros [Suave é a noite e Esta valsa é minha] notarão paralelos entre pontos de ação” (p. 300) – e também observarão que os romances são “duas versões, a do marido e a da mulher, sobre o que estava acontecendo” (idem).

 

Se em Suave é a noite “Fitzgerald transmuta a experiência cotidiana em arte significativa [...] quando projeta através da tragédia de Dick Diver a da sua própria vida” (ibidem),  o romance de Zelda “não deixa de ser uma autobiografia quase literal” (p. 297); um retrato individual de uma mulher e, portanto, aquém de valor literário. O prefácio à tradução[7] para o português, assinado por Caio Fernando Abreu na década de 1980, mostra-se mais alinhado ao movimento de releituras de obras literárias escritas por mulheres que vinha ganhando espaço desde meados da década de 1970 – mas, ainda assim, vincula o romance a um registro autobiográfico que, portanto, seria a “versão pessoal de Zelda a tudo que Scott contaria em Suave é a noite, onde ela própria aparece com o nome de Nicole” (Abreu, 2014, p. 292). Para os Fitzgerald, parece, a problemática dualidade assinalada por Chris Power em seu breve ensaio sobre Anna Kavan para o The Guardian se faz sempre presente: “os escritores homens imaginam; as escritoras mulheres apenas confessam”[8].

 

No caso de Zelda, as lentes da autobiografia acabam gerando uma armadilha essencialista, fazendo com que se consolide a tendência crítica em elevar a biografia ao patamar de única forma possível de leitura – onde “análises da obra não passa[riam] de reflexos da vida”[9] (Burroughs, 2000, p. 51). Os resultados, assim, são mutuamente excludentes e igualmente paradoxais: por um lado, é autobiografia porque a escritora seria uma artista amadora, capaz apenas de criar registros superficiais e cópias de má qualidade das obras do marido – este, o grande artista. Por outro, é autobiografia porque como tal é entendido dentro de um esforço maior de resgate e recuperação da verdadeira Zelda – um movimento que, embora propulsionado por uma tentativa de tornar visível a mulher artista, acaba dando ainda mais fôlego à narrativa biográfica, relegando as obras artísticas ao silêncio e evitando análises literárias aprofundadas.

 

Talvez seja mesmo desafiador resistir aos palpites e a aproximações biográficas quando a vida por trás das obras é tão repleta de acontecimentos igualmente magníficos e trágicos como a de Zelda. No entanto, seus escritos podem dizer – e de fato dizem – muito mais quando lidos não como autobiografia ficcionalizada, mas sim como registros de uma sociedade que vivia então um momento de extraordinárias mudanças históricas, sociais e culturais. Nesse sentido, Zelda é não apenas personagem de sua escrita, mas sobretudo uma mulher que escreveu sobre o mundo que se transmutava diante de seus olhos.

 

Em Scandalabra, sua única peça para o teatro, Zelda escreveu sobre o então ainda embrionário culto às celebridades e satirizou não apenas o poder da mídia impressa, mas também a sociedade na qual o escândalo social era moeda de troca. Em Esta valsa é minha, escreveu sobre a condição contraditória e restrita das mulheres modernas que viviam num vácuo onde as novas liberdades sexuais eram passageiras e as velhas morais ainda regiam instituições como o casamento e a maternidade. Em seus contos, escreveu sobre a migração para os grandes e emergentes centros urbanos dos Estados Unidos – e retratou a busca das mulheres da época por um veículo de autoexpressão dentro de uma sociedade cada vez mais comercial e artificial, que alardeava sonhos hollywoodianos nas páginas dos jornais. Em seus artigos de opinião, questionou, num tom marcadamente performático e ácido, a liberdade cerceada da flapper [10]e as hipocrisias que cercavam os casamentos modernos. As Zeldas perpetuadas na mídia e nas muitas adaptações literárias e cinematográficas, no entanto, ainda hoje consolidam a narrativa que dá fôlego à vida pessoal da autora, relegando sua obra ao silêncio ou reduzindo-a à Esta valsa é minha – este, sempre lido na qualidade de cópia imperfeita de Suave é a noite.

 

Mas o silêncio, afinal, só é silêncio porque é afogado por outros ruídos. O silêncio se constrói silêncio porque assim ele chega até nós; pois como tal é transmitido dentro de uma narrativa canônica, e dessa forma é visto dentro de um discurso historicamente construído e mantido. Se na década de 1970 o trabalho de biógrafas e pesquisadoras nos permitiu reavaliar a narrativa hegemônica contada sobre os Fitzgerald, é necessário agora recorrer a outras formas de ler não as vidas, mas as obras deixadas por artistas mulheres como Zelda. Nesse sentido, a tradução de seus escritos é não apenas um espaço de divulgação e ampliação dessas vozes autorais, mas também um espaço de leitura e sobretudo de crítica que pode ampliar a discussão, conferindo novas nuances a um discurso que não precisa – e não deve – ser singular, mas sim plural.

 

Na carta que abre este texto, escondida ali no meio da descrição do cemitério, Zelda dizia que “em cem anos, acho que vou gostar de ver gente jovem curiosa para saber se eu tinha olhos castanhos ou azuis”. Mais de cem anos depois, essa mesma mulher conta com biografias muitas, com um punhado de atrizes que a representaram em adaptações cinematográficas e dramáticas e com diversos livros que ficcionalizaram sua vida – todos, de alguma forma ou de outra, registros que repetem os lugares comuns da esposa louca, mulher fragilizada, musa de um grande escritor e autora de um único romance autobiográfico. Sua vida – e as discussões sobre sua vida – são importantes porque retratam as mudanças lentas e graduais na narrativa sobre mulheres artistas. Mas a vida, às vezes, não basta[11], e a especulação da cor de seus olhos em algum momento se esgota – até porque, como a própria Zelda afirmou, “claro que não são nem uma coisa nem outra”.

 

 

 

* Para conhecer mais os trabalhos da artista que ilustrou o post, acessem o perfil dela no Instagram: Gabriela Siqueira

 

 

 

REFERÊNCIAS

 

ABREU, Caio Fernando de. (1968), “Prefácio”. In: FITZGERALD, Zelda. Esta valsa é minha. Tradução de Rosaura Eichenberg e prefácio de Caio Fernando Abreu. São Paulo: Companhia das Letras.

 

BRYER, Jackson R.; BARKS, Cathy W. (2005), Querido Scott, querida Zelda: as cartas de amor de Scott e Zelda Fitzgerald. Tradução de Beth Vieira. São Paulo: Companhia das Letras.

 

BURROUGHS, Catherine. (2000) “B. Keats’s Lamian Legacy: Romance and Performance of Gender in The Beautiful and Damned”. In: BRYER, Jackson; MARGOLIES, Alan; PRIGOZY, Ruth (Eds.). F. Scott Fitzgerald: New Perspectives. Athens, Georgia: The University of Georgia Press.

 

FITZGERALD, Zelda. (1986), Esta valsa é minha. Rosaura Eichenberg e prefácio de Caio Fernando Abreu. São Paulo: Companhia das Letras.

 

MILFORD, Nancy. (1970), Zelda: A Biography. New York: Harper Perennial.

 

MOORE, Harry T. (1986), “Prefácio à edição americana de 1968”. In: FITZGERALD, Zelda. Esta valsa é minha. Tradução de Rosaura Eichenberg e prefácio de Caio Fernando Abreu. São Paulo: Companhia das Letras.

 

NATHAN, George Jean. (1990), A George Jean Nathan Reader. Selected and Edited by A. L. Lazarus. London and Toronto: Associated University Presses.

 

WEST III, James L. (2006), The Perfect Hour: The Romance of F. Scott Fitzgerald and Ginevra King, His First Love. New York: Random House.

 

 

 

NOTAS

 

[1] Tradução de Rosaura Eichenberg.

 

[2] O uso sistemático dos materiais de Zelda nas obras de Fitzgerald, seja ele classificado como roubo ou como inspiração, reflete também a questão da concepção romântica de autoria, na medida em que o homem escritor serve-se da mulher, musa, para construir sua obra. Qualquer que seja a posição tomada, no entanto, hoje sabemos que Fitzgerald mandou transcrever as cartas de Ginevra King, uma antiga namorada, e os diários que Zelda escreveu quando ainda era adolescente – transformando esses textos em materiais para sua própria escrita ficcional (West III, 2006, p. xvii). Sobre esse mesmo diário, George Jean Nathan relembraria que, quando o encontrou, achou o material tão interessante que ofereceu-se para comprar os direitos e publicá-lo – apenas para ouvir de Fitzgerald que isso seria impossível, já que ele próprio fazia uso do material em seus escritos (Nathan, 1990, p.158). Milford (1970) também já mostrou como Fitzgerald usou as cartas, o tratamento e o diagnóstico de Zelda para compor Suave é a noite (ver em especial as páginas 217-219, onde a autora resgata os registros em que Fitzgerald compõe a doença de Nicole Diver tendo como base as datas, episódios e sintomas de Zelda).

 

[3] Todos esses relatos estão compilados na biografia de Nancy Milford (ver principalmente a segunda parte do livro, intitulada “The Twenties”).

 

[4] Entendido por décadas como uma extravagância de Zelda, o treinamento no ballet tem sido reavaliado positivamente por pesquisadoras da dança ao longo dos últimos anos. Ver, por exemplo, “Zelda Fitzgerald’s Ballet Years”, publicado por Meryl Cates no New Yorker em 2017.

 

[5] Dois exemplos amplamente citados são as bonecas de papel que Zelda desenhou da família e o abajur que pintara para a filha, decorando-o com os países, cidades e pessoas que a criança conhecera.

 

[6] Desses vinte e quatro textos, apenas sete (três contos e quatro artigos) foram publicados sob o nome de Zelda. Desses sete, três capitalizam em cima da identidade da autora enquanto esposa de F. Scott Fitzgerald, num exercício que simultaneamente silencia a voz da autora e expande a identidade pública e conjunta dos Fitzgerald como casal. Dos quinze textos restantes, quatro foram publicados apenas sob o nome de Scott Fitzgerald, e os outros dez sob o nome dos dois. A exceção é um único conto encontrado nos arquivos da autora e publicado postumamente.

 

[7] Para uma análise mais detida dos prefácios de Save Me the Waltz e Esta valsa é minha, ver o artigo “Uma vasta surpresa: os prefácios ao romance de Zelda Sayre Fitzgerald”, publicado em 2019 no periódico Ilha do Desterro.

 

[8] Tradução da autora. No original: “male writers are allowed to imagine, female writers only to confess”.

 

[9] Tradução da autora. No original: “analyses of the fiction emerge as but reflections of a particular interpretation of [her] life”

 

[10] As flappers são emblemáticas da Era do Jazz, amplamente reconhecidas como a corporificação e a representação máxima das mudanças culturais e sociais que os Estados Unidos vivenciavam. Eram mulheres jovens, com cortes de cabelo curtos e roupas andróginas que experimentavam uma liberdade sexual até então inédita e começavam a desfrutar de possibilidades antes inimagináveis – como o consumo de álcool nos speakeasies (os bares clandestinos, resultados imediatos da Lei Seca que vigorou nos Estados Unidos entre 1920 e 1933). Embora tipicamente estadunidenses porque inseridas e indissociáveis desse momento histórico, a revolução ensejada pelas flappers inspirou outras mulheres em outras línguas e culturas: na França, foi o estilo la garçonne; no Brasil, as melindrosas que hoje inspiram fantasias de carnaval.

 

[11] Para uma discussão mais aprofundada de como a biografia é insuficiente na hora de discutir a obra literária de Zelda, ver minha entrevista com a professora Erin E. Templeton, prefaciadora da edição mais recente de Save Me the Waltz, publicada no periódico Organon no início de 2020.

 

 

 

Marcela Lanius é Doutoranda em Estudos da Linguagem pela PUC-Rio. Sua tese busca uma reavaliação crítica da obra literária de Zelda Fitzgerald por meio da tradução, propondo também uma tradução comentada para a única peça teatral escrita pela autora.

Também atua como tradutora e revisora do inglês para o português.

Contato: marcela.lanius@gmail.com

 

 

 

 

Como citar esse texto: LANIUS, Marcela. (2020), "O silêncio também conta uma história: Zelda Sayre Fitzgerald e o caso da artista mulher". Horizontes ao Sul. Disponível em: https://www.horizontesaosul.com/single-post/2020/06/17/O-SILENCIO-TAMBEM-CONTA-UMA-HISTORIA-ZELDA-SAYRE-FITZGERALD-E-O-CASO-DA-ARTISTA-MULHER 

 

 

 

Editora Responsável: Marcia Rangel Candido

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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