É com muito prazer que retomamos nossas atividades de publicação de pequenos textos e ensaios a fim de divulgar ao público leitor os resultados de pesquisas e reflexões sobre os mais variados temas. A Horizontes ao Sul nasceu de um esforço coletivo no sentido de popularizar, de maneira mais enxuta e com uma linguagem menos acadêmica, os resultados das pesquisas desenvolvidas nas Ciências Sociais e áreas afins.

 

No ar desde junho de 2018, a Horizontes já publicou mais de 70 textos, entre eles críticas de cinema, entrevistas, poesias, resultados de pesquisas de mestrado e doutorado, crônicas e reflexões conjunturais. Com a série Pioneiras, que pretendemos dar continuidade, foi possível relembrar a produção intelectual de diversas pesquisadoras em suas áreas de atuação, por vezes pouco referenciadas nos cursos universitários. Em parceria com algumas editoras, criamos também a série Sugestões de Leitura, onde nos propusemos a publicar capítulos inteiros de livros, ampliando o acesso a essas obras e permitindo que as leitoras e leitores tenham um “gostinho” da obra antes de sua aquisição completa.

 

De análises de conjuntura a poesias e dicas de técnicas de pesquisa, do comércio do óleo de dendê no Congo ao uso da Cannabis na Jamaica, do cinema latino-americano às comunidades quilombolas, da agroecologia à saúde mental, da história intelectual aos manifestos políticos contemporâneos, o que não falta em nosso acervo é diversidade temática.

 

Em tempos políticos tão sombrios, nos quais a informação circula de maneira irresponsável; e quando acompanhamos, com pesar, às tentativas de deslegitimação do conhecimento produzido nas universidades públicas, nos orgulhamos de tocar um projeto que preza justamente pela valorização do trabalho intelectual. Investimos bastante energia nisso, mas nunca de forma solitária. As ideias que publicamos nos últimos meses emergem de muitas mãos, em um bonito esforço que nos enche de alegria e esperança.

 

A despeito do tempo de amadurecimento e das alegrias partilhadas, alguns desafios incômodos ainda perduram. Como aumentar a regularidade de textos redigidos por mulheres e negros? Como intensificar o diálogo com pesquisadoras(es) de outros países do mundo? Embora a diversificação intelectual seja uma característica perseguida por todas as editoras e colaboradoras da Horizontes, continuamos a esbarrar nas dificuldades próprias das estruturas desiguais e discriminatórias do campo científico.

 

A prática diária na Horizontes caminha de encontro a alguns estudos acadêmicos que mostram, por exemplo, que um dos principais problemas das assimetrias de gênero em publicações consiste no alto grau de exigência que as mulheres se colocam. O grupo feminino submete a processos seletivos uma quantidade inferior de textos em comparação aos homens, o que redunda em menor divulgação de seus trabalhos.

 

Voltamos à ativa em 2019 com o desejo de seguir confrontando as injustiças na produção e circulação de conhecimento. Nosso intuito é aprimorar a participação de diferentes grupos sociais e promover a interlocução entre pesquisas de variadas gerações de acadêmicas(os).

 

As atualizações de textos serão feitas sempre às terças-feiras.

 

Esperamos que gostem e boa leitura!

 

 

 

 

Luna Campos, Marcia Rangel Candido e Simone Ribeiro Gomes compõem o time de editoras-chefe da Horizontes ao Sul em 2019. 

 

 

Para conhecer mais a equipe consulte: Sobre a Horizontes ao Sul.   

 

 

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