• Marcia Rangel Candido

A COMUNIDADE KILOMBOLA MORADA DA PAZ E A GUERRA CÓSMICA EM CURSO


Okan Ilu, dezembro/2017 - Foto de Luiza Flores

Três meses após o incêndio do Museu Nacional (RJ), que escancara o descaso público com as memórias, com as pesquisas e com a educação, e quase um mês após a eleição presidencial que culminou na eleição do candidato da extrema direita, torna-se ainda mais urgente ouvirmos os tambores, os gritos e as experiências daquelas e daqueles que insistem em defender a vida e seus múltiplos modos de existência. Se há algo que cabe à Antropologia, disciplina na qual me engajo, é sobretudo desenvolver tal capacidade de escuta atenta, com aqueles que ao longo de séculos vêm resistindo à necropolítica e criando as brechas para fazer pulsar a alegria e a luta cotidiana por uma vida digna. O intuito é claro: aprender com os “outros” da Antropologia a inventar os meios de resistir, juntas e juntos, às barbáries que nos espreitam.

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A tese [1] que apresentei recentemente no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional nasceu de um confuso percurso que culminou na minha chegada à Morada da Paz, situada no município de Triunfo, Rio Grande do Sul. Uma comunidade que eu já conhecia de outros tempos e a partir de outras relações, mas que se tornou uma possibilidade de trabalho de campo em final de 2015. Minha relação de campo durou em média um ano e meio, até o momento em que voltei ao Rio de Janeiro para escrever, em 2017, processo que foi constantemente compartilhado com as mais velhas, as Yas e Baba, da comunidade. Acompanharam a escrita de cada capítulo, cada esboço feito, e isso foi crucial para o desenvolvimento das ideias que apresento.

A Comunidade Morada da Paz é uma comunidade kilombola espiritual, formada majoritariamente por mulheres negras, cujos integrantes seguem as orientações espirituais de uma preta velha, a Mãe Preta, e um exu, Seu Sete. Esses são respectivamente a mãe e o pai da comunidade e de todas e todos aqueles que dela participam. Situa-se na zona rural do município de Triunfo, em um distrito localizado próximo a fronteira com o município de Montenegro. Trata-se de uma comunidade autorreconhecida como kilombola, cuja certificação da Fundação Palmares foi dada no ano de 2016. Além disso, há um ponto de cultura no local, o Ponto de Cultura Omorodê, desde 2013; O instituto CoMPaz, criado em 2015; e a Escola Comkola Kilombola Epê L’ayê, que encontra-se em vias de sua formalização. Há, hoje, um total de 25 pessoas que constituem a comunidade, entre crianças e adultos.

Assim que cheguei para apresentar minha intenção de pesquisa na comunidade, recebi outro convite – morrer e renascer de outra forma, aceitar viver de outro modo, participar de uma corrente espiritual e comunitária. Convite esse que, não sem receios e dúvidas, eu aceitei na exata medida em que aceitaram que eu desenvolvesse a tese de doutorado no local. Esse duplo convite já evidenciava como seria minha experiência de campo e minha relação com a comunidade. Relação essa que denominei de “composição contracolonizadora”.

Primeiro porque não poderia dizer ser um pacto ou um acordo, visto que essas concepções partem de uma ideia de indivíduo que não condiz com a concepção de pessoa tal como compreendida pela comunidade. Chamo composição, portanto, para englobar uma série de forças e de seres não-humanos constituintes da relação. Contracolonizadora, conceito elaborado por Santos (2015), porque foi sobretudo uma concepção compartilhada pela Morada da Paz e por mim sobre como nos posicionarmos frente a determinadas situações, contrapondo-se ao que há de colonialismo mesmo em situações em que ele parece não estar. Assim eu cheguei à Morada, quando expus meus interesses de pesquisa, e foi sobretudo o compromisso de confrontar saberes instituídos através de um trabalho ‘com’ a Morada e não ‘sobre’, que fez com que as entidades guias do território e as mais velhas da comunidade abrissem suas portas para a possibilidade da Tese.

Na época em que iniciei meu trabalho de campo havia os moradores, aqueles que residiam na comunidade, e os demoradores, aqueles que residiam em outras cidades, mas que mantinham uma relação intensa com a comunidade e participavam da corrente. Eu, assim como outras, era uma demoradora. Início do ano 2018 as configurações se alteraram consideravelmente. Algumas das demoradoras passaram a ser moradoras e outras desligaram-se da comunidade. Eu me tornei uma aliança, termo trazido pelas Yas e Baba e caracterizado como não mais uma relação de pertencimento, mas onde há uma “matéria energética da gratidão” continuamente alimentada. Falo, portanto, hoje, a partir deste lugar.

A questão norteadora do trabalho surgiu em uma situação vivenciada no território, quando um coletivo negro de Porto Alegre participava de uma vivência na Morada da Paz. Em uma das falas, o coletivo visitante diferenciou-se da Morada: esta seria um “coletivo espiritual”, enquanto o visitante seria um “coletivo político”. Nesse momento, uma das Yas discordou do visitante e disse que elas também eram sujeitos políticos. Não trabalhavam com a política partidária, tal como o referido coletivo, mas com a ocupação. “Ocupação das mentes e dos corações”, expressão trazida por Mãe Preta em outros momentos e que fora ali recuperada para falar de outro modo de fazer política.

Sugiro entender a ideia de ocupação trazida naquele momento como um ponto nodal da encruzilhada (ANJOS, 2008, 2006) entre duas concepções de ocupação que não se fundem entre si, mas se afetam profundamente. A primeira, denominei ser oriunda dos movimentos sociais, que utiliza a ocupação como uma estratégia de garantia de direitos, explicitação de desigualdades sociais e invenção de outros modos de existência; e a segunda, oriunda das religiões de matriz africana, em especial o Batuque, que utiliza o termo ocupação para designar o processo de manifestação do Orixá em seu “cavalo”, no sujeito que o incorpora. Enquanto o conceito de ocupação do Direito moderno contrainventa o indivíduo e a propriedade (que é o seu correlato), a ocupação da Morada da Paz, na encruzilhada entre essas diferentes concepções, decompõe tanto com a noção de indivíduo, quanto com a noção de propriedade.

Ao levar em consideração os diferentes usos apresentados de ocupação mobilizados pela Morada da Paz, o que me parece transversal na utilização do termo é: tomar de sobressalto algo que disseram e tentaram nos convencer ter um proprietário – seja o corpo, seja o território. Ocupar é um ímpeto, uma força contagiante com grande capacidade de mobilização e que nos obriga a atentar ao processo e às questões que ele coloca. E, nesse ímpeto, gera transformações. Ocupar é uma ação diretamente vinculada a uma questão central para Morada: a existência de uma guerra cósmica em jogo, em que forças diversas se apropriam, engendram, produzem e afetam corpos e territórios. Incluindo o que conhecemos ser do âmbito da ‘política’: tal como o machismo, o colonialismo, o capitalismo, o racismo. Mas há, na exata medida, forças cósmicas que combatem essas mesmas estruturas (e os seres humanos e não-humanos que as provocam e produzem), com as quais a Morada compõe, constrói alianças e frentes de batalha para a afirmação da vida. Penso a guerra cósmica e suas relações não através de concepções moralizantes como o Bem e o Mal, mas como afecções (ESPINOSA, 2010; DELEUZE, 2002, 2017) que só são dadas a conhecer por seus efeitos.

Sustento que ocupar aproxima-se da noção tupinambá de “retomar”. As retomadas de terra que não são apenas realizadas por humanos, mas também por uma série de não humanos (UBINGER, 2012). Mais do que isso, retomar é uma forma de reaver aquilo que o capitalismo e o colonialismo tentaram dizimar. As bruxas neopagãs estadunidenses realizam um movimento semelhante, que denominam “reativar”. Reativar uma série de conexões criadas pelas mulheres cujas forças capitalistas tentaram dizimar com a caça às bruxas (STENGERS & PIGNARRE, 2011; STENGERS, 2015a). Nesse sentido sustento que ocupar, retomar e reativar são diferentes receitas de contra-feitiços anticapitalistas e anticoloniais. Não são a mesma coisa, pois engendram diferentes técnicas e, por isso mesmo, não são generalizáveis, ainda que sejam todos modos criativos de lidar com a devastação do mundo.

Um dos aspectos transversais nessas concepções é o pensar com outros para resistir. Como diz Stengers (2014), dar uma dimensão cosmopolítica aos problemas políticos não diz respeito às respostas que obteremos, mas às perguntas que são postas, onde o pensamento coletivo é construído “em presença” daqueles que fazem existir sua insistência. Ocupar como uma invenção cosmopolítica, na medida em que as integrantes da Morada da Paz se colocam na obrigação de pensar e agir com outros. Dessa forma, ocupar não é “bom para pensar”, como se o exercício do pensamento estivesse relegado à antropóloga em uma clara hierarquização dos saberes. Ocupar é um pensamento em si, e me aventuraria a dizer que as entidades e as mais velhas aceitaram a produção desta tese pois viram que o pensamento antropológico talvez fosse “bom para ocupar”. Com vistas a esse movimento, a comunidade ocupa diferentes ideias, conceitos e palavras, investindo-as de um novo pragmatismo.

Um deles é o conceito de borda, oriundo da permacultura, ocupado pela Morada da Paz para pensar a si própria fora da relação centro e periferia. A comunidade não se pensa como periferia de um suposto outro (o branco, a cidade, o colonizador, o homem), nem mesmo deseja colocar-se no centro (não deseja impor sua verdade para ninguém). Por isso pensa a borda como uma região fronteiriça onde constrói sua existência, um espaço “entre” onde cria um novo modo de vida que foge a essas atribuições centro e periferia. Para essa criação, há o que eu chamei de pragmática da borda que implica quatro agenciamentos que muitas vezes se confundem, mas que carregam diferenças sutis entre si: reencontrar, reconhecer, recuperar e sonhar. Em resumo, digo que reencontrar refere-se à relação entre dois seres que se afetam mutuamente, que gera um excedente do encontro. Reconhecer implica em dar a ver, ou prestar atenção, às forças que existem em seres ou territórios e que, por algum motivo, estão contidas. Recuperar refere-se em trazer do passado certas forças que tentaram destruir. Sonhar, por fim, está vinculado às forças de um porvir, à possibilidade do vir a ser.

Através da pragmática da borda é possível descrever a história da comunidade. Como as pessoas e entidades que hoje participam dela se encontraram, como construíram a Morada da Paz e quais as bases de sua existência. A pragmática da borda nos possibilita pensar, sobretudo, como a Morada da Paz responde à “intrusão de Gaia” (STENGERS, 2015b), como criam um outro modo de existência alternativo à devastação ecológica capitalista. A intrusão seria, antes de tudo, um evento em que uma série de desastres se anunciam. A partir disso, elencam-se duas alternativas que é importante fugir: primeiro, a ideia de que não existe mais solução para os problemas que nos cercam e estamos todos fadados à destruição; segundo, o argumento de que é um problema momentâneo que logo passa. A pragmática da borda desenvolvida pela Morada da Paz parece ser o modo através do qual a comunidade foge dessas alternativas e investe em outro tipo de relação: é preciso criar outras possibilidades de existência, outro mundo possível. É preciso criar bordas.

Outro conceito ocupado pela Morada da Paz é a ideia de feminino, um termo tão clichê no processo de socialização patriarcal-capitalista ocidental associado ao sexo ou ao gênero. Para a Morada da Paz, o feminino e o masculino são forças que perpassam todos os corpos. Na prática comunitária, essas forças mostram-se bastante múltiplas em suas manifestações. Estabelecem relações de proximidade com o gênero, mas apenas parcialmente. O feminino implica, sobretudo, uma força criativa capaz de agir no mundo e é através dela que a Morada da Paz constrói a sua existência enquanto curandeira. Não apenas entre os humanos, mas também entre não-humanos. Desenvolvem uma perspectiva ecológica de “interconexão com toda a vida” (STARHAWK, 1988, 2002) que faz com que o cuidado e a cura sejam as principais formas de atuação da comunidade frente à guerra cósmica em jogo.

Acredito que a percepção da Morada da Paz traz outra elaboração da relação entre “natureza” e “feminino”. Rompe com a concepção de natureza como uma exterioridade objetiva a ser controlada ou intocada, apresentando-nos outros modos de relação através da cura e do cuidado. Rompe também com uma perspectiva sobre o feminino, muito comum aos debates das feministas brancas, cuja âncora encontra-se em uma base corporal (OYEWÙMÍ, 2017), apresentando-nos o feminino enquanto força que perpassa todos os corpos capaz de produzir ações, efeitos, no mundo. Recupera a relação entre “natureza” e “feminino” de forma radicalmente oposta à abordagem patriarcal capitalista ocidental, cuja aproximação dos termos dá-se por aquilo que deve ser controlado, mas também oposta a qualquer espécie de abordagem biológica sobre essa relação.

A Morada da Paz também se afirma como uma singularidade ao se definir enquanto kilombo. Ocupar o kilombo é ocupar um território quilombola – tal como reconhecido pelo Estado –, e também adotar uma identidade singular de kilombola com k, afirmando-se não remanescentes (como diz o Estado), mas sobreviventes de um passado escravagista. Entendo o kilombo com k como uma modulação da ideia-força do que Nascimento (1980) chamou de quilombismo, traçando constantemente o diferencial daquilo que a Morada não é e não deseja ser, não para julgar, mas para se afirmar de outro modo. Por isso apresento as relações de vizinhança e de distanciamento que as integrantes da Morada estabelecem com outros movimentos e coletivos – sejam eles permaculturais, negros, feministas, classistas ou outros – e um modo particular de realizar alianças, através da chamada pescaria – pois não se pensam em rede com outros coletivos, mas pescam sujeitos para compor suas ações.

As relações de aliança criadas pela Morada são, sobretudo, relações afroindígenas (GOLDMAN, 2014, 2015, 2017). Não no sentido de identidades fixas, mas em um modo particular de estabelecer relações com certas virtualidades. O branco, quando aparece nas elaborações, emerge como a figura do colonizador cuja única relação possível é a de roubo (HARNEY & MOTEN, 2013). É preciso roubar do colonizador para potencializar as relações afroindígenas que desenvolvem. Em meio a essas relações de fortalecimento e de roubo criam-se duas ideias e práticas fundamentais para a Morada na construção de seus processos autônomos: a Pedagogia do Encantamento, núcleo central da criação da Escola Comkola Kilombola Epe L’aiyê, e a Ekonomia do Afeto, base do Instituto CoMPaz e da comunidade como um todo.

Só foi possível a escrita dessa Tese porque a comunidade ocupou a pele de papel, expressão de Mãe Preta para se referir ao texto etnográfico, em que as metodologias da prática antropológica foram afetadas pelas metodologias desenvolvidas na Morada da Paz. A partir da leitura da comunidade de parte do material, em que eu utilizei o recurso textual da relação “nós e eles”, muito comum nos trabalhos antropológicos, trouxeram a mim uma provocação sobre a criação de um nós que englobasse as integrantes da Morada da Paz e eu, frente aos saberes colonialistas e tudo aquilo que decompõe com a vida. Afinal, seria preciso ter cuidado para que minha própria escrita não reproduzisse colonialismos e fazer com que esse nós repercutisse no próprio texto de modo eficaz. Minha estratégia foi, de alguma forma, entender como esse nós poderia ser fabricado e quais seus efeitos possíveis (STENGERS & DESPRET, 2014) para a prática científica que me via engajada. A construção experimental de um nós atua como uma luta contra o esquecimento das questões que realmente importam para a Morada, da guerra cósmica em jogo. Não é possível falar desta guerra cósmica sem nos engajar nela. E se levo a sério o que aprendi em campo, preciso lidar com suas consequências que interferiam diretamente no texto etnográfico.

Para a Morada, a etnografia não é um espaço externo à magia. A tese é tanto parte da prática antropológica, na medida em que coloca questões de uma dada ordem, quanto magia, na medida em que entendem que “palavra é magia” e adotam de uma série de cuidados ritualísticos de outras dimensões com a escrita que não apenas o que estaria prescrito para as práticas antropológicas. A insistência do nós, elaborado com a Morada, não me permite esquecer disso e, sobretudo, entender que há, nesta construção, investimentos sobre o que chamamos ciência e políticas universitárias. O nós provocado pela Morada da Paz, de alguma forma, incide sobre a relação “nós e outros”, recurso descritivo da Antropologia. Não parece querer ferir ou derrubar o que é e o que constitui a Antropologia, mas também não parece comprometido com a manutenção dela por princípio. Se o que nos cabe, enquanto antropólogas e antropólogos (cujos pensamentos surgem nessa partilha nós e outros com vistas à desestabilização dos nossos próprios saberes), é sobretudo sentir e pensar com outros, precisamos levar em consideração que esses outros estão na Universidade e pensam as práticas científicas.

Que a desestabilização dos nossos próprios saberes sirva à desestabilização das nossas próprias estruturas de produção de conhecimento, sem precisarmos supor heroísmos ou julgamentos de quem quer que seja. Afinal, isso só pode ocorrer de modo experimental, sem sabermos quais serão suas consequências – para a Antropologia, para a Universidade ou para os Outros da antropologia. Os tempos, que andam sombrios, talvez não sejam os mais adequados ou desejados, mas, sem dúvida, tornam mais necessários sentipensarmos juntas e juntos, nós que estamos nas Universidades, com os Outros, com os povos, como diz Mãe Preta, para imaginarmos outros modos de práticas científicas, de Universidade, de existência e, portanto, de resistência. A tese é, sobretudo, um experimento dessa proposta.

NOTAS

* Agradecimento especial à Juliana Athayde pela edição do texto.

[1] FLORES, Luiza Dias. Ocupar: composições e resistências kilombolas. Tese de Doutorado – Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), 2018.

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Luiza Dias Flores é Doutora em Antropologia Social (UFRJ/MN), mestre em Sociologia e Antropologia (UFRJ/IFCS) e bacharel em Ciências Sociais (UFRGS). Tem experiência e interesse de pesquisa com Antropologia afro-brasileira e Antropologia da religião, desenvolvendo trabalhos através da ideia de contramestiçagem e relações afroindígenas, e debates feministas, com especial destaque aos feminismos interseccionais, feminismos comunitários, ecofeminismos e movimento de mulheres na América Latina.

Contato: ldiasf@gmail.com

Editora responsável: Luna Ribeiro Campos

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