DIREITA, VOLVER!

 

Créditos da Imagem: Fotos Públicas/ Lula Marques

 

 

No último dia 28 de outubro foi eleito o próximo presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, do Partido Social Liberal (PSL), com uma percentagem de 55,1% dos votos válidos, contra 44,9% de seu adversário, Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT). Bolsonaro conseguiu atingir distintas formas de pensamento ideológico e recortes sociais em torno da construção de um projeto de governo bastante controverso. A identificação que a população teve com seu discurso violento sobre segurança pública e corrupção foi revertida em maioria eleitoral, apesar de sua ampla rejeição inicial, atribuída à mesma radicalidade que o faria exitoso.

 

Mas como um candidato e um partido que até 2018 não possuíam visibilidade nacional alcançaram a presidência do maior país da América Latina? Para delinear algumas respostas, optamos por mostrar neste breve texto como se construiu a base para o golpe parlamentar à presidência de Dilma Rousseff (PT), ápice do processo que levou ao clima de desconfiança nas instituições e proporcionou um vácuo de credibilidade política, o qual a direita soube aproveitar de maneira eficaz. Além disso, com o intuito de apresentar um panorama da construção da candidatura de Bolsonaro, mostraremos também as principais reações dos seus opositores ao longo deste processo eleitoral.

 

Reeleita com uma maioria de votos bastante apertada no segundo turno das eleições presidenciais de 2014 contra o candidato Aécio Neves, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), 51,64% versus 48,36%, Dilma Rousseff teve em seu segundo governo uma forte oposição interna (entre os congressistas), engrossada pelo apelo popular e a enfática oposição da mídia. Algo à primeira vista contornável, uma vez que seu governo era gerido por coalizões com a marcante presença do peemedebista Michel Temer, vice-presidente e um dos líderes daquele que é considerado o maior partido de centro e, portanto, capaz de fazer alianças suficientemente fortes e estáveis em prol da governabilidade.

 

No entanto, desde seu primeiro mandato, a presidente tomou medidas que enfraqueciam o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) dentro do governo, o que gerou grandes insatisfações dos peemedebistas em sua aliança com o Partido dos Trabalhadores (PT). Em consequência, o PMDB decidiu lançar como candidato à presidência da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, com o intuito de pressionar o executivo à maior abertura e concessão de participação política.

 

Ao mesmo tempo, durante os dois primeiros anos do governo Dilma, entre 2014 e 2016, houve o avanço da operação Lava Jato[1], que enquadrou Eduardo Cunha. Nesse momento, interessava ao PMDB que a Comissão de Ética da Câmara dos Deputados não aceitasse o relatório de denúncia contra o parlamentar e barrasse a investigação. Para que isso ocorresse, eram necessários os votos dos membros do PT participantes da comissão. O PT, entretanto, votou a favor da continuidade do processo, Cunha rompeu com o Governo e, exercendo a função de presidente eleito da Câmara, aceitou a denúncia relativa à gestão Dilma Rousseff por “crime de responsabilidade”. O que acontece depois todos sabem: o impeachment da primeira mulher presidente do país em 2016. Rousseff, contudo, conseguiu manter seus direitos políticos, pois foi inocentada das acusações diretas contra ela. Por outro lado, passado algum tempo, Eduardo Cunha foi declarado culpado de denúncias contra corrupção e preso pela Lava Jato.

 

O impeachment foi o estopim de um processo de enfraquecimento do PT ao longo dos seus quatro mandatos eleitorais. Antes disso, os escândalos do Mensalão[2] - que prendeu lideranças do PT - e do Petrolão[3] - investigado pela Operação Lava Jato[4] e com recorrentes menções ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva –, foram alvos de substantiva exposição midiática e afetaram consideravelmente a imagem popular do partido junto à população.

 

Os esquemas de articulação política envolvendo corrupção estão no cerne das representações sobre a composição do governo nos últimos anos. Embora a maioria dos partidos da base aliada e da oposição tivessem diversos nomes ligados às investigações, frequentemente em maior número que o próprio PT[5], a articulação mídia-judiciário direcionou a opinião pública especialmente contra o Partido dos Trabalhadores. Essa dinâmica fomentou discursos de moralização dos costumes políticos e aprofundou a rejeição à esquerda. Diversas pautas de direita como a defesa à família formada exclusivamente por cônjuges heterossexuais, ou a relativização da violência do período da ditadura militar e a oposição aos movimentos feministas e antirracistas ganharam força. O reaparecimento das narrativas sobre o “comunismo”, por sua vez, como um inimigo e perigo eminente, em evidente correlação esdrúxula com o PT, ajuda a fechar a equação da demonização da esquerda.

 

O avanço do conservadorismo que atingiu o Brasil – em especial após o Golpe de 2016 –, não é, entretanto, um fenômeno isolado. Vale lembrar como casos emblemáticos que as últimas eleições nos Estados Unidos e nas Filipinas elegeram candidatos de extrema direita, respectivamente Donald Trump e Rodrigo Duterte.

 

No contexto brasileiro, o bloco político conservador se apresentou de forma ambígua ao longo dos mandatos do PT, fracionado entre o “Centrão” da base aliada e o bloco opositor, composto especialmente por PSDB e Democratas (DEM). De modo geral, as lideranças desse espectro conseguiam projetar-se política e eleitoralmente buscando o afastamento de suas imagens individuais dos partidos políticos[6]. É o caso de Bolsonaro, antigo filiado notório do Partido Progressista (PP), partido de tradição reacionária e pouco conhecido aos olhos do eleitorado, apesar de ter diversos representantes respondendo a acusações de corrupção.

 

Nas eleições de 2018 à presidência, contudo, Bolsonaro trocou de partido e se uniu ao pequeno Partido Social Liberal – PSL, cujo próprio fortalecimento das bases para apoiar o candidato ocorreu com a expansão do bloco conservador. A vitória do militar, não obstante, se beneficiou de uma eleição extremamente atípica decorrente de processos de médio prazo – (1) enfraquecimento do PT; de curto prazo – (2) realinhamento de forças mobilizadas para o impeachment; e, de curtíssimo prazo – (3) resultados inesperados no primeiro turno, que tornaram o novo pleito imprevisível e cheio de “zebras” (equívocos de estimativas eleitorais sobre os candidatos que seriam eleitos ou não).

 

A vitória de Bolsonaro, conforme comentamos, foi precedida de um traumático processo político de expulsão do governo PT da presidência, o impeachment de Dilma Rousseff, a perseguição midiática que sufocava o governo há 12 anos e as ações penais envolvendo diretamente o ex-presidente Lula, que ainda assim figurava como favorito nas pesquisas anteriores à impugnação de sua candidatura. Após Lula sair do pleito, o cenário ficou aberto para as demais candidaturas disputarem as intenções de voto da chapa impugnada e as análises à época não só indicavam a imprevisibilidade das vagas para o segundo turno, como previam um forte entrave à vitória de Bolsonaro devido à sua alta rejeição. O desenrolar dos fatos expôs não apenas a fraqueza das candidaturas de nomes consolidados da política nacional, a exemplo de Ciro Gomes e Marina Silva, como também a implosão do “núcleo duro” de articulação política do impeachment.

 

Da grande e difusa base de Michel Temer, que o bloco conservador compôs, surgiram candidaturas diversas, mas a associação direta ao governo recaiu principalmente sobre Henrique Meirelles, do próprio PMDB, e Geraldo Alckmin, do PSDB. Concorrendo como vias alternativas, Marina Silva, pela REDE, e Ciro Gomes, pelo PDT, buscaram angariar o eleitorado progressista não identificado com o PT. A estratégia petista, por outro lado, era transferir a popularidade e o capital político de Lula para Haddad, o que no momento da consolidação de seu nome para a disputa presidencial funcionou, fazendo que o candidato tivesse inicialmente aumento significativo nas intenções de voto e despontasse como segundo colocado, perdendo apenas para o candidato da extrema direita. Para os partidos da base de Temer e vários analistas eleitorais, que corroboram as análises supracitadas, iniciada a disputa com Lula definitivamente fora dos planos e com a alta rejeição a Bolsonaro, Alckmin passaria a crescer devido ao seu grande tempo de televisão, advindo da enorme coligação que o partido havia construído.

 

No entanto, a candidatura tucana não decolou, enquanto a do candidato do PSL cresceu progressivamente e se consolidou. O PP e o PSL, partido atual de Bolsonaro, apesar da fidelidade ao governo Temer no Congresso, lograram desvincular a imagem do candidato da alta rejeição ao PMDB, que ficou estampada em Alckmin e Meirelles.

 

A ausência em debates e, ao mesmo tempo, o investimento em propaganda política difundida pela internet, contribuíram para isolar Bolsonaro das críticas e das exposições negativas em mídias tradicionais. Por esta perspectiva, o atentado a faca por ele sofrido no dia 6 de setembro, que reafirmou sua já anunciada renúncia à interlocução formal com outras candidaturas, agora com a compreensível justificativa médica, beneficiou a campanha que buscou incessantemente resguardar seu líder da aparição em confrontos públicos, mesmo findado o período de resguardo.

 

A alta rejeição do candidato, no entanto, dificilmente o permitiria realizar essa manobra sem um alto grau de resistência. O movimento #EleNão, organizado e liderado por mulheres em repúdio à candidatura de Jair Bolsonaro, foi a tentativa mais substantiva de reunir pessoas contra a eleição do representante do PSL. A mobilização consistiu na maior manifestação de mulheres na história do Brasil, abarcando redes sociais como Instagram, Facebook e Twitter, com a convocação a mulheres e homens para protestos no dia 29 de setembro de 2018, sábado anterior ao primeiro turno eleitoral, em repulsa à aspiração à presidência de um candidato ultraconservador e autoritário, como representa Jair Bolsonaro. Foram manifestações em mais de 100 cidades brasileiras, chegando a reunir um público de cerca de 100 mil pessoas no Largo da Batata, em São Paulo. Houve atividades também em outras importantes cidades do mundo, como Argentina, Nova Iorque, Lisboa, Paris e Londres.

 

Em pesquisa divulgada pelo Data Folha, em 20 de setembro, Jair Bolsonaro possuía 28% das intenções de votos e Fernando Haddad, segundo colocado, 16%. No dia 28 do mesmo mês[7], data anterior aos atos que marcaram o #EleNão e, portanto, depois de uma semana de divulgação massiva dos eventos que aconteceriam pelo Brasil, Bolsonaro continuava com a mesma intenção de votos e Haddad havia subido para 22%. A pesquisa realizada dia 2 de outubro, a primeira do instituto depois do movimento ter ido às ruas dia 29 de setembro, mostrou a subida de Jair Bolsonaro para 32% das intenções de voto contra 21% de Fernando Haddad, que permaneceu estável, dentro da margem de erro. O movimento, portanto, embora central para articulações de pautas fundamentais e repertórios de ação política que somarão à oposição de Bolsonaro, não logrou esvaziar a candidatura da extrema direita. Nas pesquisas seguintes, de 4 e 6 de outubro, Bolsonaro chegou a 36% das intenções de voto, enquanto o candidato petista havia estacionado nos 22%. Nas urnas, no primeiro turno, Bolsonaro chegou a 46,03% dos votos válidos contra 29,28% de Fernando Haddad, resultado que os levou ao segundo turno.

 

No que toca ao grau de rejeição dos candidatos mais votados, no dia 20 de setembro, segundo o Data Folha, Bolsonaro possuía 43% de rejeição, sendo que, entre as mulheres, esse percentual chegava a 49%. Na mesma data, Haddad tinha 29% de rejeição, mas apenas 24% entre as mulheres. No dia 28 de setembro, em outra pesquisa divulgada pelo mesmo instituto, a rejeição do candidato do PSL havia subido para 46%, sendo 52% entre as mulheres, resultado que parece indicar a movimentação contrária das mulheres em relação ao candidato. No caso de Haddad, os resultados negativos tinham subido para 32%, sendo 26% entre as mulheres. A pesquisa realizada dia 2 de outubro, pós-materialização do movimento #EleNão, mostrou Bolsonaro com 45% da rejeição dos eleitores gerais, sendo 49% entre as mulheres; e Haddad com 41% de rejeição, sendo 36% entre as mulheres.

 

As tabelas abaixo compilam de maneira esquemática e simples as intenções de voto e o grau de rejeição dos candidatos, segundo as pesquisas citadas:

 

 

Elaboração dos autores com dados do Instituo DataFolha.

 

 

Elaboração dos autores com dados do Instituo DataFolha.

 

 

É possível intuir, de maneira geral, que o candidato do PSL apresentou grau estável de rejeição durante o período observado, parecendo pouco relevante o movimento feito contra sua candidatura. Contraditoriamente, ele apresentou subida nas intenções de voto na primeira pesquisa pós-movimento e depois continuou em escalada crescente, chegando a obter mais de 46% de votos válidos. Apesar da ampla repercussão internacional e da intensa ocupação das ruas, um tanto singular em nossa história recente, a composição de forças posterior ao #EleNão, sobretudo reativa à possibilidade de vitória petista, logrou esvaziar candidaturas minoritárias em favor de um voto útil, fazendo com que a direita, conservadores, pessoas ligadas a denominações evangélicas (esse, aliás, foi um dos elementos decisórios nessas eleições, senão o principal) e até mesmo liberais, abandonassem seus candidatos iniciais em favor do PSL.

 

 O candidato do PT, por sua vez, que tentava costurar uma ampla frente democrática nas semanas entre o primeiro e o segundo turno, apresentou porcentagem estável de intenções de voto no período observado para interesse do movimento #EleNão, tendo subido mais adiante, à beira do primeiro turno, pelo mesmo motivo de esvaziando das candidaturas minoritárias. Porém, Haddad reuniu outros tipos de eleitores, como liberais democratas, movimentos e partidos ligados à esquerda e pessoas que se identificam com pautas sociais. Nesse ínterim, a percentagem de rejeição do petista foi crescente, muito maior, inclusive, do que o crescimento da rejeição do candidato do PSL, até mesmo entre as mulheres. Claro está que grande parte da rejeição que sofreu durante as eleições é originada do sentimento antipetista alimentado nos últimos anos, como já tratamos neste artigo, e essa rejeição cresceu conforme sua ida para o segundo turno foi ficando mais evidente.

 

Posterior ao #EleNão e, em grande medida, vinculado às articulações políticas nele estabelecidas, o movimento #ViraVoto emerge na reta final do primeiro turno como outra importante iniciativa que tentou alavancar a candidatura de Fernando Haddad, já praticamente consolidado como adversário de segundo turno. Diferente do primeiro, que possuía enfoque em um viés de rejeição ao candidato do PSL, o segundo adquiriu caráter favorável à imagem do petista, ao tentar reverter votos brancos, nulos e votos inseguros em Bolsonaro para o candidato do PT. O #ViraVoto surgiu também nas redes sociais, ainda que com magnitude menor que o #EleNão, e ganhou notoriedade ao aderirem a ele figuras midiáticas, como atrizes e atores, cantores e outros influencer. Esta resistência logrou reduzir a distância apontada pela primeira pesquisa de segundo turno do Ibope, em que Bolsonaro liderava com 59% contra 41% de Haddad, caindo, na última para 54% versus 46% dos votos válidos, algo próximo ao resultado das urnas.

 

Apesar dos esforços concentrados na reta final, o candidato do PSL acabou obtendo 55,1% dos votos válidos contra 44,9% de Fernando Haddad. Ainda que a eleição para o executivo não tenha sido conquistada, é de comum acordo entre os cientistas políticos e sociólogos que a derrota da esquerda ao menos engendrou um movimento de aderência à ampla frente democrática, onde liberais e socialistas puderam reunir, pela primeira vez, posições contra uma candidatura da extrema direita. A dimensão da importância de movimentos como esses é imensurável. Assim, a oposição ao governo Bolsonaro está garantida e será forte. Ainda que o futuro presidente conte com a possibilidade clara de manejar maioria parlamentar (evidente pela natureza conservadora do Congresso eleito), a oposição estará presente na vigília pelas pautas progressistas conquistadas nos últimos anos.

 

 

 

NOTAS

 

[1] Operação da Polícia Federal que investiga um grande esquema de lavagem de dinheiro que movimentou milhões em propina e desvios para políticos, empresários e para “caixa dois” de partidos políticos. Essa operação já prendeu alguns políticos e muitos empresários, além de conseguir rastrear parte do dinheiro ilícito.

 

[2] "Mensalão" é como foi chamado o escândalo envolvendo a compra de votos de parlamentares no Congresso Nacional com o intuito de gerar governabilidade. O esquema ocorreu supostamente entre 2005 e 2006, época da gestão Lula.

 

[3] "Petrolão" é como foi chamado o escândalo de desvio e lavagem de dinheiro, envolvendo políticos e empresários que superfaturavam contratos e desviavam dinheiro da Petrobras para caixa dois de partidos, compra de votos e outros benefícios individuais. Esse escândalo está sendo investigado pela chamada Operação Lava Jato e já levou muitos empresários e alguns políticos à prisão.

 

[4] Lava Jato é o nome dado à operação instaurada pela Polícia Federal, junto à Procuradoria Geral da União e Ministério Público Federal, para investigar o grande esquema de corrupção chamado Petrolão.

 

[5] O partido com mais políticos investigados pela Lava Jato é o PP (são 35 políticos investigados), do qual fez parte Jair Bolsonaro, seguido pelo PT, com 32 políticos investigados. O que chama a atenção para o PT, no entanto, são os números, pois o partido foi, de longe, o maior beneficiário do esquema de desvio de dinheiro para caixa dois para financiamento de campanha.

 

[6] Ainda que, no Brasil, seja obrigatória a filiação a um partido político para candidatar-se a qualquer cargo eleitoral, os candidatos em questão tentavam disfarçar esse vínculo.

 

[7] Essa pesquisa foi realizada entre os dias 26 e 28 de setembro, antes do movimento ir às ruas, portanto.

 



 

Ingrid Gomes é cientista política pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). É pesquisadora e doutoranda em Sociologia pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ). Além disso, é professora e tradutora de espanhol. 

Contato: ingridherdgomes@gmail.com

 

 

Felipe Macedo é bacharel em Ciências Sociais e Licenciado em História pela Fundação Getúlio Vargas, mestre e, atualmente, doutorando em Sociologia pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Pesquisa história das Ciências Sociais e sociologia do conhecimento, com interesse particular em regiões periféricas como África e América Latina.

Contato: fbm.macedo@gmail.com

 

 

 

Editora responsável: Marcia Rangel Candido

 

 

 

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