Brás Cubas, o defunto-autor de Memórias póstumas de Brás Cubas [1], apareceu ao público carioca pela primeira vez entre março e dezembro de 1880, na Revista Brazileira. Nas memórias narradas, ele se debruça sobre o cotidiano da Corte imperial, habitada por grupos abastados, como a fictícia família Silveira, nascida da pena de Júlia Lopes de Almeida, que, entre abril e maio de 1913, traria uma de suas herdeiras como protagonista de outro folhetim, A Silveirinha: crônica de um verão [2], publicado no famoso Jornal do Comércio e, no ano seguinte, em livro.

O chamado “fenômeno urbano” se apresentou como ruptura das estruturas sociais, políticas e morais que marcaram a mudança de um tempo. A entrada da modernidade e das relações cada vez mais aceleradas suscitaram grandes questões para a Sociologia, ainda no tempo de sua consolidação. Hoje, na contemporaneidade, o mundo urbano ainda se apresenta em expansão, animando pesquisas que visam compreender a realidade social e suas transformações, nos mais diversos âmbitos. Neste contexto, trazemos o trabalho de Luiz Antonio Machado da Silva como referência fundamental no entendimento da vida contemporânea em uma escala desafiadora: seus fluxos cotidiano...

21 Sep 2020

Marianne Weber (1870-1954) viveu em uma sociedade que ainda insistia em usar a lei para ampliar o poder do pater familias. Mas foi casada com um homem que combateu, aparentemente às custas da própria saúde psíquica, as investidas de um pai autoritário. Max “se alegrava com os estudos da esposa” e “com o fato de que [Marianne] se tornaria cada vez mais independente dele” (Weber, 1948:55). A esposa do grande nome da sociologia alemã foi uma das primeiras mulheres a frequentar a universidade dedicando-se a estudos em filosofia, história cultural e economia política. Fundou um famoso Círculo de Estudos em Heidelberg (que duraria nada menos que 36...

Em 2017, recebemos da produtora cultural Thereza Oliveira a proposta de escrever um livro em comemoração aos 25 anos da banda curitibana No Milk Today (NMT). Sua motivação foi retratar e celebrar a história da banda punk mais antiga da cidade ainda ativa, cuja trajetória se funde com a formação de um profuso underground entre os anos 1980 e 1990. A cena musical curitibana, apesar de ter sido bastante ativa e movimentada nestas décadas, foi bem menos abordada em livros e documentários do que as que se constituíram em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife. Assim, debruçando-se sobre a história do NMT, nosso livro também contribui par...

17 Jun 2020

Em junho de 2020, a Horizontes ao Sul (HaoS) comemora seu segundo aniversário. Nos últimos dois anos, conseguimos manter, com uma periodicidade semanal, a publicação de textos de qualidade, escritos por autor_s de diversas partes do Brasil e de outros países da América Latina, que têm em comum a compreensão da necessidade de ampliar as formas de produzir e compartilhar o conhecimento das ciências sociais com um público mais amplo.

Desde que entrou no ar, em 2018, a página da Horizontes ao Sul (HaoS) recebeu uma série de colaborações que nos conduziram até o presente. Pensada essencialmente como um meio de democratização das ciências sociais, a HaoS tem sido espaço para divulgação de pesquisas, análises de conjuntura e textos literários escritos por diferentes gerações de acadêmicas/os/xs e intelectuais que privilegiam perspectivas sobre a América Latina. A existência da HaoS enquanto um projeto independente e voluntário, sem financiamentos, fins lucrativos ou interferências externas, é sustentada pela dedicação de tempo e esforço da equipe editorial, o interesse de aut...

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